Por que grandes portais estão apostando em vídeo vertical – e o que isso muda na sua estratégia digital

Por que o vídeo vertical virou prioridade de grandes portais

A decisão do g1, maior portal de notícias do país, de focar o futuro em vídeos verticais não é apenas uma escolha editorial. É um sinal claro de como o consumo de conteúdo digital mudou – e de como empresas que dependem de marketing e canais digitais precisarão se adaptar.

Quando um gigante de audiência reposiciona sua estratégia para formatos pensados primeiro para o mobile, ele está respondendo a um comportamento que já domina plataformas como TikTok, Reels e Shorts. Para marcas, isso significa repensar não só campanhas, mas também seus produtos digitais: sites, apps, jornadas de conteúdo e nutrição de leads.

O ponto central não é o formato em si, mas a experiência do usuário (UX) em um cenário em que o vídeo vertical se tornou o padrão de atenção do público.

Impacto do vídeo vertical na experiência do usuário e nas jornadas digitais

A ascensão do vídeo vertical coloca em evidência uma questão que muitas empresas ainda subestimam: o usuário não consome mais conteúdo em blocos separados (site de um lado, redes sociais de outro, anúncios em um terceiro lugar). Ele vive uma jornada fluida entre plataformas.

Quando uma empresa continua tratando seu site institucional, blog ou e-commerce como um ambiente estático, enquanto o usuário está habituado a uma experiência dinâmica, interativa e audiovisual, surge uma fricção evidente. Essa fricção custa atenção, tempo de permanência, leads e vendas.

Alguns impactos diretos do vídeo vertical na UX e nos produtos digitais:

  • Expectativa de movimento: páginas 100% estáticas parecem ultrapassadas para um usuário que passa horas em feeds de vídeo.
  • Consumo em micro-momentos: conteúdos precisam ser fragmentados em blocos claros, com valor rápido e chamadas à ação simples.
  • Primeiro toque pelo celular: se o vídeo vertical é a porta de entrada, o site ou aplicativo precisa estar preparado para receber esse tráfego mobile com fluidez.
  • Transição entre plataformas: o usuário sai do vídeo em rede social para uma landing page; se a continuidade da mensagem se perde, a conversão cai.

Empresas que enxergam seu site, e-commerce ou aplicativo como produtos digitais vivos conseguem transformar esse novo padrão em vantagem competitiva, integrando vídeo vertical às experiências de navegação e conversão.

Como integrar vídeo vertical à estratégia de marketing e ao seu site

Não se trata simplesmente de “postar mais vídeos” nas redes. A questão estratégica é: como usar o vídeo vertical para alimentar jornadas de marketing, geração de demanda e relacionamento de maneira mensurável?

Do ponto de vista de Gestão de Marketing, três frentes se destacam:

  • Planejamento e narrativa de marca: o vídeo vertical obriga a marca a ser muito clara em poucos segundos. Isso exige posicionamento nítido, domínio de roteiro curto e consistência visual para que o usuário reconheça a marca ao rolar o feed.
  • Campanhas e tráfego pago multicanal: anúncios em Reels, TikTok e Shorts passam a ser, muitas vezes, o primeiro contato do usuário com a empresa. Integrar esses anúncios a páginas de destino otimizadas (e não a home genérica) é fundamental para aumentar a taxa de conversão.
  • Mensuração de dados e testes: trabalhar com vídeo vertical amplia a necessidade de testar criativos, ganchos de abertura, variações de chamadas e estruturas de roteiro. Sem uma rotina de experimentação e leitura de dados (GA4, plataformas de mídia, CRM), a empresa apenas “posta vídeos”, mas não aprende.

No eixo de Desenvolvimento de Produtos Digitais, a discussão passa por como o site ou aplicativo incorpora esse comportamento:

  • Landing pages pensadas para tráfego de vídeo: páginas rápidas, com hero em vídeo ou snippets curtos, texto direto e CTA evidente para o próximo passo (contato, demonstração, teste, catálogo, etc.).
  • Componentes de vídeo otimizados para mobile: players leves, modo vertical prioridade, legendas e thumb pensados para quem chega diretamente de um clique em rede social.
  • Navegação orientada a storylines: em vez de grandes blocos de texto, seções que conduzem o usuário em pequenos capítulos, onde vídeos, textos curtos e elementos visuais constroem uma história de forma progressiva.

A combinação entre campanhas em vídeo vertical e uma experiência digital coerente após o clique é o que transforma engajamento em resultado de negócio.

Erros comuns das empresas ao entrar no jogo do vídeo vertical

O movimento de grandes portais em direção ao vídeo vertical gera um efeito colateral esperado: empresas passam a produzir vídeos em escala, mas sem estratégia. Alguns erros se repetem com frequência.

1. Pensar vídeo vertical como “versão recortada” do horizontal

Simplesmente adaptar vídeos produzidos para YouTube ou TV para o formato vertical raramente funciona bem. O enquadramento, o ritmo e, principalmente, os primeiros 3 segundos de abertura exigem uma linguagem própria, pensada desde o início para o mobile.

2. Ignorar a jornada pós-vídeo

É comum ver marcas investindo pesado em criativos de alta qualidade e levando o usuário para páginas genéricas, lentas ou desalinhadas com a promessa do vídeo. A consequência é direta: alto custo por clique e baixa conversão.

3. Produzir sem medir e sem aprender

Sem uma rotina clara de mensuração – amarrando dados de plataformas (Instagram, TikTok, YouTube) com GA4, Tag Manager e CRM – a empresa não consegue saber quais mensagens, ganchos, ofertas e públicos realmente geram leads e vendas.

4. Deixar experiência e performance em lados opostos

Times criativos e de mídia, muitas vezes, não conversam com quem cuida de site, app ou e-commerce. O resultado são produtos digitais que não refletem o tom, a agilidade e a clareza dos vídeos, criando uma quebra de expectativa visível para o usuário.

Como transformar o vídeo vertical em ativo estratégico para o seu negócio

Adotar o vídeo vertical com maturidade significa integrá-lo à gestão de marketing e à evolução contínua dos seus produtos digitais. Alguns passos práticos ajudam a sair do improviso e partir para uma abordagem estruturada.

1. Defina objetivos claros para o canal de vídeo

Antes de criar roteiros, responda: o objetivo principal é gerar leads, vender direto, fortalecer marca, educar o mercado ou reduzir objeções? Isso muda completamente o tipo de conteúdo, a chamada à ação e o destino de cada clique.

2. Construa um sistema de conteúdos, não apenas peças isoladas

Em vez de vídeos soltos, pense em séries temáticas, playlists e sequências que se complementam. Isso facilita o reuso de ativos em campanhas, landing pages, fluxos de nutrição por e-mail e até dentro do próprio site.

3. Otimize seu site ou produto digital para receber tráfego de vídeo

Revise as principais páginas de entrada vindas de Reels, TikTok e Shorts. Elas estão carregando rápido no 4G? A estrutura conversa com a linguagem dos vídeos? Há clareza do próximo passo para o usuário em até 5 segundos?

Aqui entram práticas de UX/UI e prototipagem de produtos digitais: testar versões diferentes de páginas, reorganizar conteúdos, aproximar identidade visual, ajustar microtextos de botões e formular mensagens de valor antes de pedir dados ou pagamento.

4. Amarre tudo em dados e CRM

Conectar campanhas de vídeo vertical ao CRM permite entender não só quem clicou, mas quem avançou na jornada. Com a implementação correta de tags e eventos em GA4 e Tag Manager, fica possível medir desde a visualização do vídeo até a venda final ou renovação de contrato.

Essa integração também abre espaço para automações inteligentes: fluxos que disparam e-mails ou mensagens com base em conteúdos consumidos, remarketing segmentado para quem viu vídeos específicos e agentes de IA que atendem leads com contexto do que eles já assistiram.

No fim, o recado que grandes players digitais dão ao priorizar vídeo vertical é claro: experiência mobile, narrativa audiovisual e mensuração de ponta a ponta deixaram de ser diferencial para se tornarem o novo básico. Empresas que tratarem isso apenas como modismo de formato, sem rever sua estratégia e seus produtos digitais, tenderão a perder relevância e eficiência.

No contexto brasileiro, o movimento do g1 em direção ao vídeo vertical reforça essa mudança de padrão de consumo e abre espaço para que marcas revisitem seus próprios portais, apps e campanhas à luz desse comportamento (fonte: Meio & Mensagem – https://www.meioemensagem.com.br/midia/aos-20-anos-g1-foca-nos-videos-verticais-para-o-futuro).

Para empresas que querem estruturar essa transição de forma sólida – combinando planejamento de campanhas, mensuração de dados e evolução de sites, e-commerces ou aplicações web com foco em UX – parceiros especializados podem acelerar o processo. A VozComunica atua justamente nessa interseção entre Gestão de Marketing e Desenvolvimento de Produtos Digitais, ajudando negócios a transformar formatos como o vídeo vertical em resultados concretos. Se este é um desafio na sua empresa, vale explorar como uma estratégia integrada pode redesenhar sua presença digital.