Rock in Rio, Elton John e a nova lógica das transmissões multiplataforma: o que isso ensina para a sua estratégia de mídia digital

Marcar presença em um grande evento não é mais apenas sobre o palco físico. A transmissão multiplataforma do Rock in Rio 2026, com destaque para o retorno de Elton John, mostra como a experiência acontece, de fato, em diversas telas ao mesmo tempo — e como isso muda a estratégia de mídia e comunicação de qualquer marca.

De um lado, o festival reforça sua força como marca global. De outro, a Globo anuncia horas de conteúdo ao vivo distribuído em diferentes canais e plataformas, combinando TV aberta, canais pagos, streaming e ambiente digital. Para empresas de qualquer porte, o recado é claro: não basta estar presente em um único canal. É preciso orquestrar uma narrativa consistente em múltiplos pontos de contato, respeitando o comportamento da audiência em cada um deles.

Por que transmissões multiplataforma mudam o jogo para as marcas

Quando a Globo detalha uma estratégia de transmissão multiplataforma para o Rock in Rio (fonte: Terra – https://www.terra.com.br), ela não está apenas falando de mais horas de show no ar. Está falando de formatos diferentes para públicos diferentes, em momentos diferentes da jornada.

No lugar de uma audiência única e concentrada, temos diversas audiências fragmentadas: quem assiste ao vivo na TV, quem acompanha cortes curtos nas redes sociais, quem prefere bastidores no streaming, quem vê highlights dias depois no YouTube ou em portais parceiros.

Para o marketing, isso significa duas coisas importantes:

  • a lógica da “mídia principal” e “mídias de apoio” se torna insuficiente — tudo é parte de um mesmo ecossistema;
  • a mensuração deixa de ser apenas alcance bruto e passa a envolver atenção, engajamento e comportamento ao longo do tempo.

Empresas que ainda estruturam campanhas olhando apenas para um canal (por exemplo, só performance em Google Ads ou só conteúdo em Instagram) tendem a subaproveitar o potencial de marca e de conversão dessa nova lógica.

Três erros comuns ao tentar ser multiplataforma (sem estratégia)

Com o crescimento de grandes transmissões ao vivo, muitas marcas tentam “surfear o momento” replicando o modelo: live nas redes, posts em tempo real, mídia paga com recortes do evento. O problema é que, sem estratégia, isso se traduz em ruído e desperdício de verba.

Três erros são particularmente frequentes:

  • Confundir estar em vários canais com ter uma estratégia multiplataforma
    Publicar o mesmo conteúdo em todos os lugares, no mesmo formato e horário, parece mais simples, mas ignora as particularidades de consumo. O que funciona em um corte rápido para feed vertical não é o mesmo que funciona em um vídeo de 10 minutos em uma plataforma de streaming ou em um anúncio de vídeo no YouTube.
  • Comprar mídia sem pensar em jornada
    É comum ver marcas investindo pesado em awareness durante um grande evento, sem um plano claro de remarketing, nutrição de leads ou continuidade da mensagem. O resultado: picos de tráfego, pouca captura de dados e baixa conversão posterior.
  • Não medir o que realmente importa
    Contar apenas views e impressões pode ser confortável, mas não revela se a audiência avançou na jornada. Sem eventos bem configurados — cliques estratégicos, cadastros, download de materiais, interações-chave — a marca fica cega para o que aconteceu depois da exposição inicial.

Em uma lógica de transmissão multiplataforma, o erro não está em estar em muitos canais, mas em fazer isso sem um desenho de jornada e sem usar dados para orientar as decisões.

Como estruturar uma estratégia de mídia para um mundo de grandes eventos e múltiplas telas

Você não precisa ser o Rock in Rio para aprender com ele. A estrutura de pensamento que sustenta uma transmissão multiplataforma pode (e deve) ser adaptada para lançamentos de produtos, campanhas sazonais, webinars, eventos proprietários e até ações menores de marca.

Alguns princípios ajudam a transformar essa inspiração em prática:

  • Comece pela jornada, não pelo canal
    Mapeie o caminho ideal do seu público: descoberta (onde me encontram?), consideração (onde me comparam?), decisão (onde convertem?), pós-venda (como voltam?). Só depois distribua pontos de contato: anúncios em vídeo, mídia em redes sociais, landing pages, e-mail, remarketing, entre outros.
  • Defina um papel claro para cada plataforma
    Em uma lógica parecida com a da transmissão do festival, você pode definir o que cada canal entrega: um canal para profundidade (como seu site ou uma landing page), outro para alcance (como YouTube ou mídia display), outro para engajamento rápido (como Reels, Shorts e TikTok). Isso ajuda a evitar que tudo vire “mais do mesmo”.
  • Conecte branding e performance
    Elton John voltar aos palcos em um festival icônico é, essencialmente, uma decisão de marca. Mas ela gera picos de busca, menções, compartilhamentos — oportunidades claras de performance. Nas empresas, ainda há uma separação artificial entre campanhas “institucionais” e “de venda”. Uma boa estratégia de mídia usa a força de marca (interesse espontâneo, autoridade, desejo) como motor para aquisição e conversão.
  • Construa campanhas pensando em dados desde o início
    Seja qual for o porte do seu evento ou campanha, considere o que será mensurado: quais ações representam avanço na jornada, quais eventos devem ser configurados via Google Tag Manager, quais conversões precisam ser importadas em Google Ads ou outras plataformas de mídia. Isso torna sua estratégia iterativa: a cada ação, você aprende e ajusta.

Transmissões gigantes como a do Rock in Rio nos lembram que mídia não é apenas compra de espaço publicitário — é desenho de experiência. E experiência se melhora com dados.

O papel da análise de dados na era das campanhas “ao vivo e em todo lugar”

Eventos de grande porte, como o Rock in Rio com Elton John à frente de uma das principais noites (fontes: O Globo – https://oglobo.globo.com, Exame – https://exame.com), geram ondas de atenção que se espalham por buscas no Google, redes sociais, portais de notícias e plataformas de vídeo. O desafio para marcas é transformar esse pico de atenção em inteligência de longo prazo.

Na prática, isso passa por três frentes:

  • Mensuração adequada
    Em vez de acompanhar apenas acessos ao site durante a campanha, uma marca pode estruturar eventos no Google Analytics 4 para identificar interações valiosas: visualização de páginas-chave, engajamento com conteúdos específicos, preenchimento de formulários, cliques em botões estratégicos. Com isso, é possível comparar o comportamento da audiência impactada pela mídia com o comportamento de quem chegou organicamente.
  • Importação de conversões para as plataformas de mídia
    Ao conectar os eventos principais às campanhas em Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads ou TikTok Ads, a empresa alimenta os algoritmos com sinais de qualidade. Não se trata apenas de entregar a campanha para quem clica, mas para quem realmente avança na jornada e tende a converter.
  • Leitura de comportamento para aprimorar experiência
    Dados de navegação e engajamento ajudam a encontrar gargalos: landing pages com alta taxa de abandono, formulários longos demais, criativos que não conversam com o que o usuário encontra ao clicar. Ajustar esses pontos é, muitas vezes, mais eficiente do que simplesmente aumentar investimento em mídia.

A lição por trás das transmissões multiplataforma é que grandes audiências não garantem grandes resultados. São os dados que permitem transformar atenção em relacionamento, relacionamento em lead e lead em venda.

Para empresas que querem jogar esse jogo com mais maturidade, o caminho não é copiar o brilho do festival, mas adotar a disciplina de quem pensa estrategicamente em audiência, jornada, mídia e mensuração. É exatamente nesse cruzamento — estratégia, criatividade, dados e experiência do usuário — que a VozComunica atua, combinando planejamento de comunicação com análise comportamental de tráfego e configuração avançada de eventos e conversões em plataformas como Google Ads. Se sua empresa está em dúvida sobre como estruturar campanhas que façam sentido em um mundo de múltiplas telas e jornadas fragmentadas, vale conversar para desenhar uma estratégia sob medida para o seu contexto.

Fontes: O Globo – https://oglobo.globo.com/conteudo-de-marca/sesc-rj-sesckear/cultura/noticia/2026/09/05/elton-john-sobre-show-no-rock-in-rio-mal-posso-esperar.ghtml | Exame – https://exame.com/pop/elton-john-revela-por-que-saiu-da-aposentadoria-para-cantar-no-rock-in-rio/ | Terra – https://www.terra.com.br/diversao/musica/rock-in-rio/com-promessa-de-horas-ao-vivo-globo-da-detalhes-sobre-transmissao-multiplataforma-do-rock-in-rio-2026,6f0850d7aef8131f09ee0b454713b1efs4d6h019.html