Socialnomics: a força das redes sociais em um mundo cyberconectado

Recentemente, precisei de um programador para desenvolver um site para uma empresa e, em vez de ir ao Google, preferi buscá-lo em um grupo segmentado do Facebook.

 

No Facebook é possível endossar os fornecedores pelas indicações de meus contatos, enquanto que, no Google, eu estaria contando com marcas anunciantes ou referências bem posicionadas.

Ou seja, em vez de ir no Google e realizar uma “busca orgânica”, preferi a “busca social”, endossada por referências, confiança e inteligência coletiva.

No Google, a busca é baseada em informação.

A busca social é baseada em confiança.

 

A busca social é hoje o grande desafio para o Google e mais ainda para o estabelecimento definitivo do Google+ frente ao Facebook. É que além de tudo, uma segmentação (social search) pode ser demo, sócio ou geolocalizada. As buscas sociais e o social media estão mudando o mercado, criando valor e gerando relacionamento para novos segmentos, menores e mais específicos.

Veja as comunidades da internet, por exemplo. É provável que uma marca irá encontrar seus consumidores em grupos de referência ou de interesses pessoais. Cada vez mais, pessoas passam tempo curtindo o Face, seguindo no Twitter, aprovando com o Google +, fazendo check-in no Foursquare, criando videos no YouTube, apresentações no slideshare, podcasts nas rádios online etc

 

O foco das pessoas hoje está nas pessoas. O antropocentrismo volta à tona. As pessoas querem se enxergar em suas redes. Os games single players estão perdendo espaço para os multiplayres e mais ainda para os massive multiplayer online role playing game.

 

Hoje, com a internet, é muito mais fácil conhecer alguém. E muitas vezes, você começa a ter contato com o universo de  uma pessoa, por partes.

Ex.: geolocalizadamente.

Isso quer dizer que você pode saber por onde ele anda checando no Foursquare.

Outro exemplo, é pela identificação de seu estilo de visa quando você descobre pelo álbum de fotos no FlickR, Facebook ou Orkut, onde seu conhecido(a) passou as férias.

E mais: ainda saber se ele(a) prefere MPB, rock, dance, trance ou pop compartilhando seu podcast pela Blip.fm ou myspace.

Ou mesmo, o que ele está fazendo exatamente agora, pelo TWITTER…e por aí vai.

 

Somos seres cíbridos. Meio cyber, meio híbridos e as redes sociais estão invadindo a vida do consumidor. Hoje, os produtos já tem no seu com link,  aplicativos para redes sociais.

 

As redes sociais hoje estão possibilitando o crowdfunding – pessoas se reunindo na internet para atingir alguns objetivos específicos. Exemplo: o site www.queremos.com.br (onde há casos de pessoas que se reuniram  para viabilizar, em sistema de financiamento coletivo, o cachê de suas bandas favoritas e a vinda de seus shows  internacionais preferidos realizando apresentações locais inéditas.

 

Segundo Conrado Adolfo, escritor do livro os 8Ps do Marketing Digital, “A internet não é uma rede de computadores. É uma rede de pessoas”. A TV e a literatura nos ensinaram e apresentaram um mundo de heróis solitários. Em vez disso, a verdadeira história é feita de milhares de heróis anônimos. Somos nós.

 

A presença dos consumidores nas redes sociais hoje representa a primeiro convivência coletiva em um ambiente que proporciona uma verdadeira inclusão digital: pessoas diversas trabalhando em regime colaborativo.

 

As redes sociais são o mundo onde consumiremos daqui para frente e também representam um novo meio de elaboração da identidade pessoal. Quantos amigos você tem na vida real e na vida virtual?

 

A força do trabalho coletivo é imensa. Lembra do Trabalho de “História da Arte” de Mark Zuckerberg no filme A Rede Social? Ele postou quadros e seus inúmeros amigos fizeram comentários do que sabiam. Resultado. Ele aprendeu mais que nos livros.

 

A Wikipedia é a prova atual da visão de Adam Smith de que a divisão de trabalhos é “uma mão invisível” movimentando a economia em prol de um benefício comum e fruto de uma inteligência coletiva. Apesar de que na época da economia industrial, os consumidores ainda eram vistos como uma sociedade de massas, o teólogo e economista escocês escreve “A hisória da Riqueza das Nações” dando o pontapé inicial para o pensamento que marcou a Revolução Industrial. 

É das redes que sai o fluxo de informações em um mundo glocal

Vivemos a era do hipertexto. Sem ele, a internet continuaria a ser uma mera burocracia eletrônica do exército e do governo. O hipertexto introduziu a leitura não-linear. A comunicação compartilhada leva à impressão múltipla e a um consenso natural. Assim a wikipedia vai sendo reavaliada e consertada pelo todo, o grupo, o mundo.

 

Assim como um verbete da wikipedia, uma opinião pode rodar o mundo em questão de bits –por segundo. E um consumidor insatisfeito já é o “vírus” mais temido do mercado.

 

Propagar informação como ação de marketing é focar a ação sob o ponto de vista do consumidor.

Muitas empresas ainda confundem propagar com spamear. O ponto principal que é fazer a informação circular não é a mesma coisa que fazer propaganda, nem anunciar em portais, comprar espaço em banners etc.

Significa chutar a bola e fazer os consumidores perceberem que podem seguir até o gol.

É lógico que para isso devem haver jogadores suficientes e o jogo deve ser interessante. E se  90% das pessoas não produz e só lê. 9% das pessoas interagem, comentam e até compartilham. Porém somente 1% produz conteúdo. Está na hora de produzirmos mais. Os outros serão multiplicadores de nosso trabalho.

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